
Quando escurecer
Quando escurecer...
Não te sintas sozinha!
Etérea viajará a minha alma
ao teu lado, amada minha...
Tua pele beijaria docemente
no sereno manso sobre o teu rosto...
E, quando fosses dormir, em tua cortina
seguiria no vento fresco, a te guiar no mês de agosto!
Quando escurecer...
Terei mil olhos nos pirilampos,
mãos de muitos manacás!
E se preferires lábios de violetas,
para que tu possas beijar...
Braços de chuva quando quiseres
te banhar...
Com cheiro de chão molhado,
clarão num rio serpenteado com
meus olhos de luar!
Serei estrela no firmamento!
Estarei no cosmo em qualquer tempo...
Fartando-me de eternidade!
Quando escurecer...
Estarei dentro de ti!
Na fé inabalável de um inevitável reencontro.
Du
Eu! Leilinha
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